Sobre mim

Especialista em Direito Previdenciário
Advogada pós graduada em Direito Previdenciário. Formada em Administração de Empresas e Pedagogia.

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Stella Maris Alves Pires, Advogado
Stella Maris Alves Pires
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Armpit Lover, Xaropeiro
Armpit Lover
Comentário · há 8 anos
Bem, na verdade a coisa não é tão simples assim.

A própria OAB trabalhou, e muito, para criar o "monstro". Basta ver a quantidade de vagas para bacharéis de direito em concursos públicos, cujo lobby da instituição é notório, além dos inúmeros casos de desvio de função. Qualquer um que já trabalhou em um Tribunal poderia passar o dia todo citando exemplos de desvio de função, onde bacharéis em direito tomaram posse em um cargo, mas exercem funções de outros ramos profissionais.

Outra coisa é falar das faculdades particulares. Muitas são boas, outras não, não há, portanto, um parecer unânime. Mas há muito preconceito, as vezes proposital como forma de inferiorizar concorrentes no mercado.

Mas o que se pode falar com certeza é que muito se critica as particulares, mas quase ninguém ataca as públicas ... e seria mesmo porque são melhores?

Em faculdades públicas o número de professores que faltam aulas ou chegam atrasados é absurdo. Na maioria das vezes não há reposição, e se houver é no horário melhor para o professor, ou seja, o aluno é punido duas vezes.

Isso pra não falar de professores que só alimentam seus egos, dando aulas ruins, gabando-se do que fazem e até boicotando bons alunos que poderão ser seus concorrentes amanhã.

Muitas faculdades públicas possuem recursos escassos, como bibliotecas defasadas, cadeiras quebradas, condições até mesmo insalubres.

Porém, o que difere mais é que boa parte das faculdades particulares são noturnas e mesmo quando não o são, por serem mais fáceis de entrar, acabam atraindo pessoas que trabalham e que querem tentar especialmente concursos, ou mesmo advogar como um segundo bico.

Essas pessoas costumam ter idade mais avançada, chegam cansadas e acabam tendo um rendimento menor do que alunos que só se dedicam a estudar.

Outro lado, e que também é alimentado pelas políticas de cotas, é que hoje em dia há muitos alunos de baixo nível devido à precariedade do ensino de base. Eu mesmo quando fiz a faculdade de direito me deparei com vários alunos que penavam para fazer uma caligrafia legível. Pessoas que não sabiam interpretar e redigir, apenas ler e escrever.

Mas isso também ocorre em outros cursos, porém o curso de direito é o caminho mais fácil para a estabilidade do cargo público, seja pelo grande número de vagas em um evento, seja pelo grande número de concursos.

Tenho dois diplomas, um de instituição pública e outro de privada, pude notar e até sentir na pele as diferenças.
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